Moradia e desenvolvimento regional: uma análise do custo territorial da habitação no direito à cidade
DOI:
https://doi.org/10.24302/drd.v16.5921Resumo
Este estudo investiga por que a ampliação da oferta habitacional não implica acesso equitativo à cidade. Pergunta-se como a renda fundiária e a seleção de terrenos condicionam a transformação da moradia em capacidades no Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). Articulam-se economia política urbana, Abordagem das Capacidades e pesquisa documental, cotejando estudos locacionais do PMCMV e indicadores oficiais de déficit e acessibilidade. Em cinco regiões metropolitanas, empreendimentos subsidiados pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) situaram-se, em média, de 1,22 a 2,00 vezes mais longe do centro que o déficit habitacional ponderado; em 16 cidades, terrenos federais avaliados exibiram maior acesso pedonal a empregos que os conjuntos FAR. O ônus do aluguel respondeu por 52,2% do déficit brasileiro em 2022, sem medir diretamente renda da terra. Conclui-se que capacidades qualificam os resultados da política, mas enfrentar a segregação exige também regular e disputar a valorização fundiária.
Palavras-chave: direito à moradia; Programa Minha Casa Minha Vida; mercado imobiliário; Política fundiária; Nova Agenda Urbana.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 DRd - Desenvolvimento Regional em debate

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NoDerivatives 4.0 International License.
Ao submeter o seu texto para posterior publicação, o autor estará, automaticamente, cedendo os direitos autorais para a revista. À revista reserva-se o direito autoral do trabalho publicado.
Copyright declaration
By submitting your text for subsequent publishing, the author will be, automatically, passing the copyrights for the magazine. It is reserved to the magazine the copyright of the assignment published.