A integridade eleitoral na era digital: o modelo europeu de governança de plataformas e restrições ao uso de inteligência artificial

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.24302/acaddir.v8.6358

Palabras clave:

Regulação Digital, Desinformação Eleitoral, Digital Services Act (DSA), Transparência, Manipulação Algorítmica

Resumen

O modelo regulatório da União Europeia (UE) contra a desinformação eleitoral e a manipulação digital representa um desafio estrutural à integridade democrática. Trata-se de um sistema normativo integrado de normas vinculantes e não vinculantes, que desloca o foco da censura reativa para a “accountability” sistêmica e a governança baseada em risco, ocupando a transparência seu eixo central. Apesar da coerência sistêmica, persistem desafios críticos como a tensão entre a centralização normativa e a fragmentação institucional na execução; a baixa interoperabilidade normativa, que obstaculiza o acesso a dados para auditoria; e o risco de assimetria de conformidade e de “chilling effect” sobre o discurso legítimo. O modelo busca a transparência operacionalmente garantida para preservar a autenticidade cognitiva e estabelecer uma liberdade informada no espaço digital.

Biografía del autor/a

  • José Adércio Leite Sampaio, PUC Minas

    Pós-doutor pela Universidad de Castilla la Mancha. Doutor em Direito. Professor da PUC-MG e UNIDOM/BRASIL. Procurador da República. Fundador do grupo de pesquisa Constitucionalismo e direitos na era digital - Algolatr.IA (PPGD PUC Minas). Minas Gerais. Brasil. 

  • Layne Barbosa de Faria, PUC Minas

    Mestranda em Direito Público na PUC Minas. Bolsista CAPES PROEX/Taxa. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Constitucionalismo e direitos na era digital - Algolatr.IA (PPGD PUC Minas). Advogada. Minas Gerais. Brasil. 

Publicado

2026-10-29

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

SAMPAIO, José Adércio Leite; FARIA, Layne Barbosa de. A integridade eleitoral na era digital: o modelo europeu de governança de plataformas e restrições ao uso de inteligência artificial. Academia de Direito, [S. l.], v. 8, p. 197–216, 2026. DOI: 10.24302/acaddir.v8.6358. Disponível em: https://www.periodicos.unc.br/index.php/acaddir/article/view/6358. Acesso em: 1 nov. 2026.