Quais os determinantes da percepção de insegurança nos bairros e cidades do Nordeste?
DOI:
https://doi.org/10.24302/drd.v16.5644Resumo
O aumento do número de crimes que ocorrem nos grandes centros urbanos e nos bairros faz com que a população se sinta cada vez mais insegura. Portanto, o presente artigo tem como objetivo verificar os determinantes da percepção de insegurança na região Nordeste, a partir de aspectos socioeconômicos, de localização e variáveis de risco. Para isso, foram usados os dados da Pesquisa Suplementar sobre Sensação de Segurança da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada em 2021, através da estimação de um modelo logit ordenado generalizado. Os resultados indicam que gênero, escolaridade, exposição à criminalidade, presença de moradores de rua, uso e venda de drogas, roubos, terrenos baldios e áreas de lazer estão associados à percepção de insegurança, com efeitos que variam conforme a escala territorial e o nível de insegurança. Também foram identificadas diferenças entre os estados nordestinos, mesmo após o controle pelas características individuais, domiciliares, de localização e de risco. Os efeitos não proporcionais demonstram que os determinantes não atuam de forma uniforme nos diferentes níveis da escala, reforçando a importância do modelo logit ordenado generalizado. Dessa forma, a insegurança configura-se como um fenômeno multidimensional e territorialmente diferenciado.
Palavras-chave: insegurança; vulnerabilidade; criminalidade urbana.
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