A prisão entre o discurso jurídico e a biopolítica: uma análise crítica do sistema carcerário brasileiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24302/acaddir.v8.6428

Palavras-chave:

Sistema Carcerário, Biopolítica, normalização, Discurso

Resumo

O texto analisa a prisão além do dogma jurídico que a define como espaço de cumprimento de pena e reinserção social. O problema central reside na contradição entre essa racionalidade legal e a operacionalidade real do sistema brasileiro, marcado pelo aprisionamento massivo de presos provisórios e pela seletividade social. O objetivo é investigar as condições histórico-políticas que tornaram a prisão a punição por excelência. Adotando uma metodologia de pesquisa teórica e bibliográfica baseada na filosofia de Michel Foucault e na análise dada CF/88 e da Lei de Execução Penal, o estudo examina a transição do suplício para a disciplina. Como possível conclusão, aponta-se que o sistema carcerário não fracassa, mas triunfa em sua função biopolítica que mascara desigualdades sob justificativas de ressocialização, atuando, na verdade, para neutralizar lutas de classes, gerir ilegalismos e docilizar corpos marginalizados para atender às necessidades econômicas do mercado capitalista.

Biografia do Autor

  • Terezinha de Fátima Juraczky, Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC)

    Graduação em Direito. Mestrado em Educação, Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC). Lages, Santa Catarina, Brasil. 

  • Jilia Diane Martins Almeida, Universidade do Contestado (UNC)

    Doutora em Filosofia, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Professora do Curso de Direito da Universidade do Contestado, Porto União, Santa Catarina

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Publicado

2026-10-29

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

JURACZKY, Terezinha de Fátima; ALMEIDA, Jilia Diane Martins. A prisão entre o discurso jurídico e a biopolítica: uma análise crítica do sistema carcerário brasileiro. Academia de Direito, [S. l.], v. 8, p. 217–245, 2026. DOI: 10.24302/acaddir.v8.6428. Disponível em: https://www.periodicos.unc.br/index.php/acaddir/article/view/6428. Acesso em: 1 nov. 2026.