Como se comportaram as despesas públicas diante das vulnerabilidades da Maceió que afunda?
DOI:
https://doi.org/10.24302/drd.v16.5655Resumo
Neste artigo abordaremos o caso de um dos maiores desastres socioambientais em área urbana no mundo e que está em curso na capital alagoana localizada no Nordeste brasileiro, Maceió. Neste contexto, temos por objetivo demonstrar a atuação da gestão municipal na mitigação das vulnerabilidades sócio-urbanístico-ambientais da cidade, que foram ainda mais agravadas pelo afundamento do solo causado pela extração de sal-gema realizada pela mineradora Braskem. Para tanto, após apresentarmos uma cartografia espacial para caracterizar os bairros afetados, observamos a atuação da gestão municipal no combate das desigualdades a partir do direcionamento dos recursos públicos entre os anos de 2010 e 2022. De posse dos resultados encontrados, identificamos que os gastos com políticas destinadas à mitigação dessas desigualdades reduziram-se ao longo do período analisado. Outrossim, foi possível inferir que o cenário encontrado na área afetada pela catástrofe é também uma consequência da inércia da ação do Poder Público frente à essa crise socioambiental produzida.
Palavras-chave: desastre ambiental; planejamento urbano; despesas públicas.
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