Forma urbana e sociabilidade: transformações no espaço público em cidades do oeste catarinense
DOI:
https://doi.org/10.24302/drd.v16.6047Resumo
O espaço público, como locus de sociabilidade, é amplamente estudado em grandes cidades. Este artigo investiga a relação entre forma urbana e vida social em núcleos catarinenses interioranos de médio e pequeno porte e fundação recente (1917): Chapecó e Joaçaba. Embora possuam origem comum, apresentam dinâmicas e formas urbanas distintas. A pesquisa adota uma abordagem morfológica e processual para analisar as transformações na forma e no uso dos espaços públicos durante a colonização e a contemporaneidade. Avaliam-se o traçado urbano, o uso do solo, as configurações locais e a apropriação dos espaços (presença, diversidade de usuários e temporalidade). Os resultados apontam divergências nos processos de crescimento, configuração e apropriação: Chapecó exibe lógica racional, traçado ortogonal, escalas amplas e usos distribuídos; Joaçaba apresenta malha sinuosa adaptada ao relevo, com apropriações sociais concentradas e intensas.
Palavras-chave: morfologia urbana; apropriação espacial; Chapecó; Joaçaba.
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