Breves considerações sobre comida local, terroir, indicações geográficas e turismo gastronômico

Resumo

O artigo apresenta o terroir como elemento fundamental para o aparecimento de produtos agroalimentares especiais, como as indicações geográficas. Aqui, apresenta-se a ligação entre comida local, terroir, indicações geográficas (IGs) e turismo gastronômico, além de identificar os tipos de IGs existentes no Brasil. Trata-se de uma pesquisa exploratória baseada em revisão da literatura. Dentre os achados da pesquisa, observa-se o poder de comunicação de alimentos e bebidas; que o terroir precisa ser entendido enquanto palavra-noção ampla para não ter sentido reduzido a território; que atualmente existem, no Brasil, 74 indicações geográficas registradas: 65 nacionais e 9 estrangeiras, que se dividem em Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO); e que a atividade turística, sobretudo pelo turismo gastronômico pode se utilizar dos produtos de terroir, como as indicações geográficas, para gerar desenvolvimento, criando diversos produtos para o turismo gastronômico, que ressaltam cultura e identidade a partir de alimentos e bebidas.

Palavras-Chaves: Comida Local. Terroir. Indicação Geográfica. Turismo Gastronômico. Bens Agroalimentares.

Biografia do Autor

Ewerton Reubens Coelho-Costa, Universidade Estadual do Ceará

Doutorando em Sociologia pela Universidade Estadual do Ceará  (Bolsista CAPES); Mestre em Gestão de Negócios Turísticos pela Universidade Estadual do Ceará; Graduação em Gestão de Turismo pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará; Formador de Gestores das Políticas Públicas do Turismo pelo MTUR e UFSC; Membro do Grupo de Pesquisa Gestão do Turismo e da Hospitalidade nos Territórios (IFCE – Campus Fortaleza). Editor e Grão-Mestre da Confraria Gastronômica do Barão de Gourmandise.

Publicado
2019-12-20
Como Citar
Coelho-Costa, E. (2019). Breves considerações sobre comida local, terroir, indicações geográficas e turismo gastronômico. DRd - Desenvolvimento Regional Em Debate, 9(Ed. esp. 2), 262-293. https://doi.org/10.24302/drd.v9iEd. esp. 2.2497