A vida precária como assinatura biopolítica do estado de exceção

dos marcadores sociais da violência no pensamento de Judith Butler

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24302/prof.v11.4930

Resumo

No presente artigo, argumentaremos que há no pensamento da filósofa estadunidense Judith Butler (1956) certa base teórico-metodológica que permite-nos compreender o modus operandi do exercício de violências que recaem sobre determinados corpos.  Acreditamos que essas violências são analisadas pela autora como eventos singulares, e que tomam como base os discursos que esquadrinham os corpos como vivíveis ou matáveis. Essa seria, na nossa visão, uma forma trazida por Judith Butler para pensar a relação entre marcadores sociais da violência, abjeção e estado de exceção. Para a realização de nosso intento, resgataremos o entendimento de Giorgio Agamben (1942) e Veena Das (1945) sobre o conceito de assinatura para, em seguida, estabelecermos um diálogo com a noção de Judith Butler sobre os marcadores sociais da violência.  Por fim, a partir dessa movimentação teórica, sustentaremos haver uma preocupação filosófica de Judith em diagnosticar criticamente a construção da vida precária como assinatura biopolítica do Estado de Exceção. 

Palavras-chave: Biopolítica; Assinatura; Marcadores Sociais; Vida Precária; Estado de Exceção.

Biografia do Autor

Iverson Custódio Kachenski, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Mestre em Filosofia, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Mestre em Estudos de Linguagens, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Doutorando em Filosofia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Porto Alegre. Rio Grande do Sul. Brasil.

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Publicado

2024-03-15

Como Citar

Kachenski, I. C. (2024). A vida precária como assinatura biopolítica do estado de exceção: dos marcadores sociais da violência no pensamento de Judith Butler. Profanações, 11, 35–54. https://doi.org/10.24302/prof.v11.4930

Edição

Seção

Artigos