CHAMADA DE ARTIGOS - REVISTA PROFANAÇÕES

TEMÁTICA

O CONCEITO DE BIOPOLÍTICA E OS DESDOBRAMENTOS DO PENSAMENTO ITALIANO

A REVISTA PROFANAÇÕES convida os/as interessados/as em contribuir com a temática proposta, sob a forma de artigo, resenha, entrevista ou ensaio. Esperamos receber contribuições sobre a temática apresentada acima, assim como análises comparativas, que considerem as contribuições da biopolítica italiana frente a possíveis diálogos com autores europeus, latino-americanos e/ou asiáticos, além de análises sobre a (bio)política no Brasil à luz do pensamento italiano. Nesse sentido, são bem-vindas quaisquer contribuições que estejam de acordo com os interesses da “Revista Profanações” (vide “Foco e Escopo” da revista). 

Observações

  1. A partir de janeiro de 2019 a Revista Profanações adora o sistema de fluxo contínuo de submissão e publicação.
  2. A temática desta chamada se encerrará em 01 de junho de 2019.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Se a partir dos anos 70, no Brasil, os estudos acadêmicos revelavam um profundo interesse pela FrenchTheory, o final do século XX, por meio de conjunturas inesperadas, se mostrou academicamente – e ainda se mostra – interessado no Italian Thought, no pensamento italiano que, desde já, pode-se compreender como um conjunto de práticas discursivas que vão desde a biopolítica até o operaísmo. 

Refutando tanto a FrenchTheory quanto a GermanTheory, Roberto Esposito (2016)adota o ItalianThought[1], uma biopolítica fundamentalmente afirmativa que se posiciona no fora, naquilo que é exterior, a fim de desdobrar o nexo entre política e filosofia de modo politicamente profícuo, isto é, filtrados pela lógica da ação, da práxis, em que vida, história e natureza se dão num plano imanente. De acordo com Raúl Antelo (In: “A história não é feita de tradições. O estudo é pura e explosiva sobrevivência”)[2], “a politicidade afirmativa do ItalianThought, segundo Esposito, resgataria os desenvolvimentos prévios de Deleuze e Foucault, em torno da ‘vida’ e das noções de ‘exceção’ e ‘comunidade’ que, mesmo com discrepâncias, colhemos também em Agamben”. Tais “discrepâncias” não são senão evidências emergentes de um pensamento que se quer comum ao mesmo tempo em que se mostra plural e, por vezes, contrastante de autor a autor.

Os primeiros intelectuais italianos traduzidos e estudados fora da Itália, sob diferentes vieses nos debates internacionais, foram Giorgio Agamben, Toni Negri, Remo Bodei, RosiBraidotti, Massimo Cacciari, Adriana Cavarero, Roberto Esposito, Carlo Galli, Giacomo Marramao, LuisaMuraro, Pier Aldo Rovatti, Mario Tronti, Gianni Vattimo, Paolo Virno, entre outros.

Filosofia Política, Jurídica e Filosofia da Economia:

Giorgio Agamben.                                         Roberto Espósito.

Donatella Di Cesare.                                      Toni Negri.

Mario Tronti.                                                 Remo Bodei.

Massimo Cacciari.                                         Gianni Vattimo.

Carlo Gall.                                                      Dario Gentili.

Giacomo Marramao.                                     Paolo Virno.

Elettra Stimilli.                                               Eligio Resta.

Federica Giardini.                                          Adalgiso Amendola.

Greg Bird.                                                      Massimo Villani.

Sabino Paparella.

Antropologia:

Claudio Minca.                                   Felice Cimatti.

Federico Luisetti.

Literatura:

Suzanne Stewart-Steinberg.              Laura Bazzicalupo.

 

[1]ESPOSITO, Roberto. Da fuori. Una filosofia per l’Europa. Torino: Einaudi, 2016. Há outros livros que debatem tal conceito, como por exemplo “Immunitas”, etc.

[2] Contribuição ao debate Mapeando as Humanidades no Brasil, PUC-RJ, 19-21 set 2017. Endereço: https://www.academia.edu/34648285/PUC.docx, Acesso em: 04 set. 2018.