PET-Saúde/Interprofissionalidade

estudo de caso de um usuário da atenção primária à saúde de um município do oeste catarinense

Autores

  • Angela Makeli Kososki Dalagnol Universidade Federal da Fronteira Sul.
  • Heloisa Schatz Kwiatkowiski Universidade Federal da Fronteira Sul.
  • Thiego da Silva Socoloski Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó
  • Débora Tavares de Resende e Silva Universidade Federal da Fronteira Sul.

DOI:

https://doi.org/10.24302/sma.v9iSupl.1.3400

Resumo

Introdução: Instituído no ano de 2018, o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) Interprofissionalidade é um projeto de extensão com ações centradas no Ensino Superior e Profissional, e possui uma abordagem que contempla, além da interdisciplinaridade acadêmica, a pluralidade institucional, uma vez que abrange Instituições de Ensino Superior públicas e privadas de caráter comunitário e Secretarias de Saúde, como no PET de Chapecó¹. Inseridos na Estratégia Saúde da Família, o projeto busca implementar a interprofissionalidade, que se mostra de suma importância pois permite uma abordagem integral na assistência à saúde². Objetivo: Relatar um estudo de caso complexo por integrantes do PET-Saúde/Interprofissionalidade e profissionais de um Centro de Saúde da Família (CSF) da região Oeste de Santa Catarina. Metodologia: Inicialmente, elencou-se, dentro da área de abrangência do CSF, o caso complexo de um paciente em que se identificaram fragilidades possíveis de serem sanadas com uma abordagem interprofissional. Em seguida, os petianos, em reunião, definiram a data para realização da visita domiciliar, bem como quais seriam os integrantes a participar. Assim, a coordenadora do grupo, alguns preceptores e acadêmicos, acompanhados do Agente Comunitário de Saúde, foram até a residência do paciente. Destaca-se a formação multiprofissional da equipe que realizou a visita. Resultados: A partir da visita, observaram-se, principalmente, necessidades psicológicas no indivíduo, evidenciadas por relatos de episódios de amnésia, tanto no uso dos medicamentos, quanto nos hábitos diários. Além disso, o fato do paciente morar sozinho também se mostrou relevante, pois além de ir sozinho nas consultas, também apresentou dificuldades de compreensão no tratamento, o que prejudica a corresponsabilidade por sua situação de saúde. Diante disso, evidencia-se a necessidade de um olhar integral nas visitas domiciliares, o que pode ser proporcionado pelas práticas colaborativas e interprofissionalidade no ambiente de trabalho. Ou seja, ainda que a visita não seja realizada por uma equipe multiprofissional, os saberes compartilhados a partir das práticas colaborativas podem proporcionar aos profissionais as competências necessárias para prestar uma assistência integral à saúde do indivíduo, de modo a identificar fragilidades biopsicossociais e realizar o encaminhamento adequado³. Particularmente, este caso complexo proporcionou aos participantes a visualização de como a interprofissionalidade pode contribuir para a melhoria da qualidade da assistência. Considerações Finais: A experiência mostrou-se exitosa, tanto na melhoria da qualidade da assistência, quanto no acréscimo de conhecimento interprofissional dos petianos e profissionais de saúde envolvidos, que puderam experienciar as potencialidades das práticas colaborativas no âmbito do Sistema Único de Saúde.

Palavras-chave: Colaboração Intersetorial. Ensino. Sistema Único de Saúde. Atenção Primária à Saúde.

Biografia do Autor

Angela Makeli Kososki Dalagnol, Universidade Federal da Fronteira Sul.

Acadêmica bolsista. Discente do Curso de Graduação em Enfermagem na Universidade Federal da Fronteira Sul. Santa Catarina. Brasil.

Heloisa Schatz Kwiatkowiski, Universidade Federal da Fronteira Sul.

Acadêmica voluntária. Discente do Curso de Graduação em Enfermagem na Universidade Federal da Fronteira Sul. Santa Catarina. Brasil.

Thiego da Silva Socoloski, Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó

Preceptor. Profissional de educação física do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica na Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó. Santa Catarina. Brasil.

Débora Tavares de Resende e Silva, Universidade Federal da Fronteira Sul.

Coordenadora. Docente adjunta dos cursos de Enfermagem e Medicina na Universidade Federal da Fronteira Sul. Santa Catarina. Brasil.

Downloads

Publicado

2020-12-01

Como Citar

Dalagnol, A. M. K., Kwiatkowiski, H. S. ., Socoloski, T. da S. ., & Silva, D. T. de R. e . (2020). PET-Saúde/Interprofissionalidade: estudo de caso de um usuário da atenção primária à saúde de um município do oeste catarinense. Saúde E Meio Ambiente: Revista Interdisciplinar, 9(Supl.1), 83–84. https://doi.org/10.24302/sma.v9iSupl.1.3400